26.8.08

Em 2007, começou assim o Ano Lectivo na MDS, no Algueirão...

Prof. Mário Jorge Silva, Presidente do Conselho Executivo, Manuel do Cabo, Presidente da Junta de Freguesia de Algueirão Mem Martins e Carlos Garcia.

20.8.08

Portugal (ALENTEJO), Portel - Agosto 2008

Podemos acreditar no impossível mas nunca no improvável.

Portugal (ALGARVE) Carvoeiro - Agosto 2008


11.8.08

COMO SE PODE PROMOVER A SAÚDE?...


... levando uma vida prudente.



“Na unidade da arte de tratar o corpo, distingo duas espécies:
uma a arte da ginástica e a outra a arte da medicina.”

Platão



Este artigo resulta da comunicação apresentada no VIII Congresso Português de Gerontologia Social, realizado em Lisboa em Outubro de 2003. Pretende partilhar com os leitores um conjunto de preocupações que hoje em dia se passam com os nossos praticantes desportivos de idades mais avançadas, tendo como suporte a realidade de um Departamento de Ginástica onde já trabalhámos.


Durante 26 anos desenvolvemos trabalho na àrea da Ginástica de Manutenção e longe vão os tempos em que os Ginásios não chegavam para os praticantes e as classes esgotadas eram uma realidade. Estávamos nos anos 80 e nessa altura o Clube onde trabalhávamos chegou a ter só no Departamento de Ginástica, 2000 praticantes de várias idades. Hoje sabemos que são algumas centenas e que nos últimos anos um grande esforço se tem feito para não se perderem, embora a maior percentagem continue a ser flutuante ao longo das épocas desportivas. São curiosamente os alunos mais velhos ou seja aqueles que praticam há mais tempo os que mantêm a fidelidade.


As razões que originam esta situação, não são agora o mais importante, mas as profundas alterações ocorridas na nossa sociedade, mais e melhores solicitações, maior variedade e mais conhecimento nos últimos anos, são sem sombra de dúvida responsáveis pela situação com que nos debatemos hoje. O progresso tem vantagens, mas levanta um conjunto de problemas que deverão ser equacionados numa perspectiva valorizadora do mesmo.


Que praticar desporto ou fazer exercício faz bem à saúde, nos tempos que correm são já muito poucos os que não acreditam. Pena é que, nem todos os que acreditam o façam...
muitas são as razões e motivos com que nos deparamos no dia a dia:

FALTA DE TEMPO
FALTA DE VONTADE
FALTA DE CONDIÇÕES

Mas uma que nos preocupa mesmo é a FALTA DE REGULARIDADE e sem ela nada feito. Muitos procuram a prática do exercício, mas existe uma grande percentagem que o faz irregularmente.


Certo é que:
quanto menos nos movimentarmos, menos vontade sentimos de o fazer.

Sempre procurámos na prática diária, para os escalões etários mais avançados, respostas para as seguintes perguntas:

Pode o exercício físico adiar a deterioração associada ao envelhecimento?


Pode o exercício físico prevenir algumas doenças crónicas ou mesmo influir favoravelmente na sua evolução?


Pode o exercício físico ajudar na reabilitação de uma doença ou lesão?


Como percebem as pessoas as diferentes formas de fazer exercício físico?

Se ao mesmo tempo que encontramos a resposta fornecermos diariamente a explicação, conseguimos praticantes mais conscientes, mais regulares e sobretudo mais saudáveis...
Do ponto de vista científico a experiência e a evidência confirmam, que a actividade física constitui uma parte integral da vida humana e o homem necessita de um mínimo de actividade física para manter-se orgânica e emocionalmente sadio. A chave para o sucesso resulta da conjugação da Actividade Física com o Repouso, a Alimentação e a Higiene.

Procurámos também desfazer diariamente alguns equívocos.
Quer desportistas quer intelectuais muitas vezes se deixam condicionar pelos mesmos erros no que respeita à prática da actividade física, isto é separam as actividades do corpo das do espírito, não lhes atribuindo o mesmo valor.
Longe de serem incompatíveis são complementares.
O corpo deve mover-se com inteligência. É que normalmente as inaptidões resultam de uma má utilização do corpo e não de incapacidades.

A actividade física é hoje uma grande indústria, somos abordados já por vendedores e empresários do desporto, e não por técnicos e professores, somos confrontados com afirmações exageradas e bombásticas para promoção de produtos e materiais. Vêm-nos parar às mãos publicações especializadas que nas primeiras páginas nos dizem que determinado tipo de alimento faz bem a determinado sistema e nas últimas páginas dizem precisamente o contrário. Por isso se torna importante que tenhamos consciência que devemos procurar para a prática da actividade física sempre:
CONHECIMENTO,
SEGURANÇA,
ORGANIZAÇÃO e
PLANEAMENTO.

Para os auto-didactas, uma mensagem: relembramos que uma hora por dia a pedalar no quarto em casa, melhora só a técnica desta actividade...
uma hora por dia a correr à volta do quarteirão, diz-nos que cada vez vamos correr melhor em volta do quarteirão, mas não ficamos mais coordenados, mais flexíveis, e se calhar nem mais resistentes.

Uma breve referência à Escola, no fundo a base de tudo. Hoje a educação física com todas as dificuldades que tem, sobretudo espaço temporal, é uma actividade muito lúdica. Penso que poderia assentar mais em bases para uma forma física. Isto é, às crianças deveriam ser colocadas tarefas físicas que tenham grau elevado de dificuldade e exijam algum nível de resistência.
Uma boa conjugação das diversas capacidades físicas origina uma boa condição física, que aliadas a questões psicológicas, de moralização e confiança, assim como cuidados técnicos e tácticos vão certamente proporcionar a forma tão desejada e a consciência tão pretendida. É importante que os estudantes percebam porque fazem exercícios abdominais, dorsais ou mesmo flexões de braços por exemplo, e até que ponto a sua prática interfere na sua saúde.

... somos a população com os piores índices de actividade física , quer informal, quer organizada da União Europeia. Penso que neste campo estamos a dar pouco e a “vender” muito, isto é no meu entender, direcção contrária ao progresso e ao desenvolvimento.

Pensamos também que o ciclo actual de vida que temos: EDUCAÇÃO – TRABALHO – REFORMA, terá de ser modificado a breve prazo. Torna-se cada vez mais necessário,
adaptar a idade da reforma ao prolongamento da vida e da forma saudável dos indivíduos idosos, adaptar os postos de trabalho, modificando regras e práticas em matéria de emprego, assegurar modalidades de trabalho mais flexíveis, incluindo a passagem gradual para a reforma, maximizar as potencialidades dos idosos e melhorar os ambientes de trabalho para tornar uma vida activa mais longa.

Por último uma palavra para o modelo de sociedade actual que a todo o custo faz a apologia do culto da juventude. Trata-se de uma ideia enraizada que atravessa horizontalmente todos os sectores da vida social e que tem de ser combatida com a prática efectiva da solidariedade entre gerações.

8.8.08

Pensamento...


Carlos Garcia 1975...


ARTE na RUA, Rinchoa Rua do Vale 2008


ANDEBOL Séniores Masculinos SLB - 1977


6.8.08

BELENENSES ANDEBOL 2008.2009